- Ed. física: Explicação de trabalho: construção do esqueleto humano, trabalho em grupo valor 4,0 + pesquisa individual sobre o corpo humano para dia 24/05
- Geografia: Escala geográfica - esquema no quadro e entrega das médias. Fazer resumo do cap. 2 no caderno para próxima aula.
- Matemática: correção de atividade sobre sequencia e explicação de progressão aritmética.
terça-feira, 10 de maio de 2011
O que aconteceu na sala - 10.05
O que aconteceu na sala - 09.05
- Artes: Atividade sobre música nos países do mundo
ATENÇÃO - Avaliação dia 16.05 sobre os textos conhecendo a música.
- Português: Atividade no caderno sobre trovadorismo. Levar o livro na próxima aula.
- Matemática: Visto e correção da atividade pág. 353
- Biologia: Palestra sobre biossegurança.
sábado, 7 de maio de 2011
Texto 2 - ARTES - II UNIDADE
REFLEXÕES SOBRE A HISTÓRIA DA MÚSICA:
DA PRÉ-HISTÓRIA À ATUALIDADE
Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o estudo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica. Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, História do samba, história do fado e assim sucessivamente.
A Música através dos tempos:
Povos Antigos: Nenhuma hipótese diz com exatidão o momento em que os primitivos começaram a fazer arte com os sons. Suspeita-se que já as pessoas das cavernas brincavam com os sons e davam á sua música um sentido religioso. Consideravam um presente dos deuses, davam a ela um caráter ritualístico e com ela reverenciavam o sagrado. Ritmavam suas danças com pancadas na madeira. Imitavam os barulhos e os sons da natureza, o sopro do vento, o ruído das águas, o canto dos pássaros. Por fim misturavam palmas e roncos, pulos e uivos, batidas e berros. Certamente assim nasceu a música, a partir da organização de muitos sons. Chama a atenção, no entanto, o fato de a origem da música esteve ligada com a experiência humana com Deus, com o Sagrado.
Idade Média: A música na antiguidade e nos primórdios da Era Medieval tem apenas uma linha melódica cantada e tocada por todos os executantes e é frequentemente chamada monofonia. No início da Idade Média, todos cantavam tanto a música sacra como a profana ou secular (não religiosa) na forma monofônica.
Depois desejaram cantar e tocar uma música mais interessante e mais complexa do que a monofônica. Reuniram duas ou mais melodias, criando um tipo de música chamada polifonia, que significa muitos sons. A polifonia apareceu na Europa mais ou menos no século IX. O contraponto (escrita polifônica) desenvolveu-se nos 800 anos seguintes.
Renascimento: A Renascença, na música, data do século XIV no sul da Europa e de um pouco mais tarde no norte europeu. Os compositores desejavam escrever música secular sem se preocupar com as práticas da Igreja. Sentiam-se atraídos pelas possibilidades da escrita polifônica, na qual cada voz podia ter sua própria linha melódica. A escrita polifônica fornecia oportunidades técnicas para efeitos de grande brilho, que eram impossíveis até então. Uma forma secular de composição, o Madrigal, surgiu no século XIV, na Itália. Os compositores escreviam Madrigais em sua própria língua, em vez de usar o latim. Compositores espanhóis também escreveram obras neste estilo, embora se dedicassem quase essencialmente à composição sacra. Na Itália, Giovanni Palestriona criou o mais importante sistema de escrita polifônica que antecedeu a Bach. Durante a Renascença, a música inglesa atingiu o apogeu. Surgiram grandes compositores madrigalistas ingleses que musicavam a poesia da época.
Música Barroca: A música barroca substituiu o estilo renascentista após o século XVII e dominou a música européia até cerca de 1750. Era elaborada e emocional, ideal para integrar-se a enredos dramáticos. A ópera era a mais importante novidade em forma musical, seguida de perto pelo oratório. A música italiana barroca atingiu o auge com as obras de Antônio Vivaldi.
O início do século XVIII foi marcado por dois grandes compositores: Bach e Haendel. A família de Bach era composta de músicos que atuaram do século XVI ao século XVIII. Dos 50 membros dessa família Johann Sebastian Bach foi o seu maior representante, deixando um legado de inúmeras e maravilhosas obras para a humanidade.
Nenhum estilo musical possui analogias tão nítidas com as artes plásticas como o Barroco. A música descobre a profusão de sons simultâneos como meio de alcançar o Belo. A linguagem tonal se firma como sustentáculo da polifonia. Trata-se de uma das épocas musicais de maior extensão, fecunda, revolucionária e importante da música ocidental, e provavelmente, também a mais influente.
Durante o período barroco, a música instrumental passou a ter importância igual à da música vocal. A orquestra passou a tomar forma no século XVII. O aperfeiçoamento dos instrumentos de corda, principalmente os violinos, fez com que a seção de cordas se tornasse uma unidade independente. Os violinos passaram a ser o centro da orquestra, aos quais os compositores acrescentavam outros instrumentos: flautas, fagotes, trompas, trompetes e tímpanos. Um traço constante nas orquestras barrocas, porém, era a presença do cravo ou órgão como contínuo, fazendo o baixo e preenchendo a harmonia. Novas formas de composições foram criadas como a cantata, fuga, a sonata para teclado, a suíte e o concerto.
Impressionismo: Na passagem do século XIX para o século XX, surgiram na pintura artistas que fundaram a corrente impressionista: Monet, Degas, entre outros. Esses artistas queriam passar impressões pictóricas tais como achavam que eram sentidas. Na música não tardaram a surgir compositores que tentassem realizar obras de caráter análogo (parecido). Sem dúvida o mais importante deles foi Claude Debussy, francês.
Música no século XX: O século XX foi marcado por avanços constantes no meio eletrônico de comunicação, os quais interferem continuamente na concepção musical. Um outro fato que precisa ser levado em conta é que a civilização já estava bastante adiantada nos países chamados “Novo Mundo” e esses, ajudaram a mudar bastante o panorama da música ocidental. Em linhas gerais a música no século XX é marcada pela ruptura generalizada em relação à música européia, que imperou até esse momento. Certamente a Europa não perdeu sua importância, mas viu-se obrigada a dividir terreno com a música americana e, inclusive, assimilou dela muitos ingredientes importantes.
O século XX presenciou o desenvolvimento de quatro aspectos importantes na História da Música:
● O Nacionalismo tornou-se marcante na música espanhola. Os compositores soviéticos dominados pelo governo comunista criaram uma perspectiva oficialmente anti-romântica, conhecida como realismo soviético. Os mestres húngaros escreveram obras inspiradas em canções folclóricas, mas com um estilo pessoal.
● Novos compositores americanos começaram a expressar idéias de vanguarda de muita importância na música do século XX. A América Latina produziu compositores muito importantes como o mexicano Carlos Chávez e o brasileiro Heitor Villa Lobos.
● No início do século XX surgiu o Impressionismo, criado na França por Claude Debussy e mais tarde com Maurice Ravel. O compositor russo Igor Stravinsky foi um inovador por excelência, criando vários estilos musicais. Suas criações levaram-no do nacionalismo e neoclassicismo até as composições dodecafônicas. Os primeiros balés de Stravisnky, especialmente A Sagração da Primavera, foram logo aceitos como clássicos contemporâneos.
● Os músicos acreditavam que já haviam esgotado todos os recursos do sistema tônica-dominante e sentiam que a música precisava de uma estrutura harmônica nova. Muitas inovações foram feitas e despertaram uma reação violenta de protesto, tanto do público como de compositores conservadores e críticos de música. Fizeram experiências de atonalidade e de politonalidade (duas ou mais tonalidades ao mesmo tempo).
Na década de 60 o nacionalismo deixou de representar uma força na música erudita. O mundo musical apresentava uma situação semelhante ao século XVII, quando estilos internacionais dominavam o cenário musical e compositores das mais diversas procedências e escolas podiam compartilhar os mesmos pontos de vista artísticos. Nos países comunistas, o realismo socialista ainda era o estilo oficial.
Alguns compositores continuavam a criar dentro dos conceitos de harmonia diatônica ou cromática. Ampliaram os limite4s do sistema harmônico de tônica-dominante, sem o destruir. Embora fossem combatidos por críticos e outros compositores, que os acusavam de conservadores, conseguiram obter o aplauso de um grande público amante da música. Vários compositores ocasionalmente omitiram o intérprete em favor da música eletrônica, que aumentou muito as possibilidades técnicas abertas ao compositor e à expressão musical.
Stockhausen e John Cage tornaram-se figuras importantes na criação e desenvolvimento da música aleatória ou improvisada. Ao contrário da música eletrônica, a música aleatória depende principalmente do intérprete. O compositor propõe alguns elementos rítmicos, harmônicos e melódicos e o intérprete a partir daí, cria sua própria interpretação. Por este motivo não existem duas composições iguais de música aleatória.
Assim como existem várias definições para música, existem muitas divisões a agrupamentos da música em gêneros, estilos e formas. Dividir a música em gêneros é uma tentativa de classificar cada composição de acordo com critérios objetivos que não são sempre fáceis de definir.
Uma das divisões mais freqüentes separa a música em grandes grupos:
● Música erudita - a música tradicionalmente dita como "culta" e no geral, mais elaborada. Seus adeptos consideram que é feita para durar muito tempo e resistir a modas e tendências. Em geral exige uma atitude contemplativa e uma audição concentrada. Alguns consideram que seja uma forma de música superior a todas as outras e que seja a real arte musical. No entanto esse pensamento é tipicamente ocidental, obsoleto e não leva em conta a imensa variedade de formas e funções da música nas mais diversas sociedades. Os gêneros eruditos são divididos sobretudo de acordo com o períodos em que foram compostas ou pelas características predominantes.
● Música popular - associada a movimentos culturais populares. É a música do dia a dia, tocada na festas, usada para dança e socialização. Segue tendências e modismos e muitas vezes é associada a valores puramente comerciais. É dividida em centenas de gêneros distintos, de acordo com a instrumentação, características musicais predominantes e o comportamento do grupo que a pratica ou ouve.
● Música folclórica ou tradicional - associada a fortes elementos culturais de cada sociedade. Normalmente são associadas a festas folclóricas ou rituais específicos. Pode ser funcional (como canções de plantio e colheita ou a música das rendeiras e lavadeiras). Normalmente é transmitida por imitação e costuma durar décadas ou séculos. Incluem-se neste gênero as cantigas de roda e de ninar.
Texto 1 - ARTES - II UNIDADE
CONHECENDO A MÚSICA
Quando se fala em música é preciso levar em conta que sua conceituação é muito subjetiva e, portanto, tem variado bastante no decorrer dos tempos. Até tempos atrás a idéia da música estava associada á combinação ordenada e racional de sons. Contemporaneamente entende-se que é possível fazer música tanto com sons como com ruídos. Dentro dessa conceituação, a idéia de música ficou, então, muito mais ampla.
Aceitando o conceito contemporâneo de música, podemos afirmar que ela sempre existiu eventualmente e autoritariamente na natureza. A Música é basicamente uma arte-ciência que combina harmoniosamente os sons. O fenômeno da música tem várias interpretações; desde uma simples percepção até a evocação de um mundo psicológico, a música pode ser arte, entretenimento ou a expressão de uma cultura.
A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Atualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função. Também pode ter diversas outras utilidades, tais como a militar ou educacional. Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais.
Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma atividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas.
Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática. Mais do que qualquer outra manifestação humana, a música contém e manipula o som e o organiza no tempo. Talvez por essa razão ela esteja sempre fugindo a qualquer definição, pois ao buscá-la, a música já se modificou, já evoluiu. E esse jogo do tempo é simultaneamente físico e emocional. Como "arte do efêmero", a música não pode ser completamente conhecida e por isso é tão difícil enquadrá-la em um conceito simples.
Um dos poucos consensos é que ela consiste em uma combinação de sons e de silêncios que se desenvolvem ao longo do tempo. Neste sentido engloba toda combinação de elementos sonoros destinados a serem percebidos pela audição. Isso inclui variações nas características do som (altura, duração, intensidade e timbre) que podem ocorrer sequencialmente (ritmo e melodia) ou simultaneamente (harmonia). Ritmo, melodia e harmonia são entendidos aqui apenas em seu sentido de organização temporal, pois a música pode conter propositalmente harmonias ruidosas (que contém ruídos ou sons externos ao tradicional) e arritmias (ausência de ritmo formal ou desvios ritmicos).
E é nesse ponto que o consenso deixa de existir. As perguntas que decorrem desta simples constatação, encontram diferentes respostas se encaradas do ponto de vista do criador (compositor), do executante (músico), do historiador, do filósofo, do antropólogo, do linguista ou do amador. E as perguntas são muitas:
- Toda combinação de sons e silêncios é música?
- Música é arte? Ou de outra forma, a música é sempre arte?
- A música existe antes de ser ouvida? O que faz com que a música seja música é algum aspecto objetivo ou ela é uma construção da consciência e da percepção?
A música eleva os sentimentos mais profundos do ser humano. Não é necessário gostarmos de todos os estilos, porém conhecê-los.
Mesmo os adeptos da música aleatória, responsáveis pela mais recente desconstrução e reformulação da prática musical, reconhecem que a música se inspira sempre em uma "matéria sonora", cujos dados perceptíveis podem ser reagrupados para construir uma "materia musical", que obedece a um objetivo de representação próprio do compositor, mediado pela técnica. Em qualquer forma de percepção, os estímulos vindos dos órgãos dos sentidos precisam ser interpretados pela pessoa que os recebe. Assim também ocorre com a percepção musical, que se dá principalmente pelo sentido da audição. O ouvinte não pode alcançar a totalidade dos objetivos do compositor. Por isso reinterpreta o "material musical" de acordo com seus próprios critérios, que envolvem aquilo que ele conhece, suas cultura e seu estado emocional.
Da diversidade de interpretações e também das diferentes funções em que a música pode ser utilizada se conclui que a música não pode ter uma só definição precisa, que abarque todos os seus usos e gêneros. Todavia, é possível apresentar algumas definições e conceitos que fundamentam uma "história da música" em perpétua evolução, tanto no domínio do popular, do tradicional, do folclórico ou do erudito.
O campo das definições possíveis é na verdade muito grande. Há definições de vários músicos, bem como de musicólogos. Entretanto, quer sejam formuladas por músicos, musicólogos ou outras pessoas, elas se dividem em duas grandes classes: uma abordagem intrínseca, imanente e naturalista contra uma outra que a considera antes de tudo uma arte dos sons e se concentra na sua utilização e percepção.
A abordagem naturalista
De acordo com a primeira abordagem, a música existe antes de ser ouvida; ela pode mesmo ter uma existência autônoma na natureza e pela natureza. Os adeptos desse conceito afirmam que, em si mesma, a música não constitui arte, mas criá-la e expressá-la sim. Enquanto ouvir música possa ser um lazer e aprendê-la e entendê-la sejam fruto da disciplina, a música em si é um fenômeno natural e universal. Por ser um fenômeno natural e intuitivo, os seres humanos podem executar e ouvir a música virtualmente em suas mentes sem mesmo aprendê-la ou compreendê-la. Compor, improvisar e executar são formas de arte que utilizam o fenômeno música.
Sob esse ponto de vista, não há a necessidade de comunicação ou mesmo da percepção para que haja música. Ela decorre de interações físicas e prescinde do humano.
A abordagem funcional, artística e espiritual
Para um outro grupo, a música não pode funcionar a não ser que seja percebida. Não há, portanto, música se não houver uma obra musical que estabelece um diálogo entre o compositor e o ouvinte.
Neste grupo há quem defina música como sendo "a arte de manifestar os afectos da alma, através do som" (Bona). Esta expressão informa as seguintes características: 1) música é arte: manifestação estética, mas com especial intenção à uma mensagem emocional; 2) música é manifestação, isto é, meio de comunicação, uma das formas de linguagem a ser considerada, uma forma de transmitir e recepcionar uma certa mensagem, entre indivíduos considerados, ou entre a emoção e os sentidos do próprio indivíduo que entona uma música; 3) utiliza-se do som, é a idéia de que o som, ainda que sem o silêncio pode produzir música, o silêncio individualmente considerado não produz música.
Para os adeptos dessa abordagem, a música só existe como manifestação humana. É atividade artística por excelência e possibilita ao compositor ou executante compartilhar suas emoções e sentimentos. Sob essa óptica, a música não pode ser um fenômeno natural, pois decorre de um desejo humano de modificar o mundo, de torná-lo diferente do estado natural. Em cada ponta dessa cadeia, há o homem. A música é sempre concebida e recebida por um ser humano. Neste caso, a definição da música, como em todas as artes, passa também pela definição de uma certa forma de comunicação entre os homens. Como não pode haver diálogo ou comunicação sem troca de signos, para essa vertente a música é um fenômeno semiótico.
Elementos da Música
A música quando composta e executada deliberadamente é considerada arte por qualquer das definições. E como arte, é criação, representação e comunicação. Para obter essas finalidades, deve obedecer a um método de composição, que pode variar desde o mais simples (a pura sorte na música aleatória), até os mais complexos. Pode ser composta e escrita para permitir a execução idêntica em várias ocasiões, ou ser improvisada e ter uma existência efêmera. A música dos pigmeus do Gabão, o Rock and roll, o Jazz, a música sinfônica, cada composição ou execução obedece a uma estética própria, mas todas cumprem os objetivos artísticos: criar o desconhecido a partir de elementos conhecidos; manipular e transformar a natureza; moldar o futuro a partir do presente.
Qualquer que seja o método e o objetivo estético, o material sonoro a ser usado pela música é tradicionalmente dividido de acordo com três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo.
Entre esses três elementos podemos afirmar que o ritmo é a base e o fundamento de toda expressão musical.
Ritmo vem do grego Rhytmos e designa aquilo que flui, que se move, movimento regulado. O ritmo está inserido em tudo na nossa vida. Nas artes, como na vida, o ritmo está presente. Vemos isso na música e no poema. Temos a nos reger vários ritmos biológicos que estão sujeitas a evoluções rítmicas como o dos batimentos cardíacos, da respiração, do sono e vigília etc. Até no andar temos um ritmo próprio. A harmonia é o conjunto dos grupos de notas tocadas simultaneamente (acordes), que dão o corpo à música. Segundo elemento mais importante, é responsável pelo desenvolvimento da arte musical. Foi da harmonia de vozes humanas que surgiu a música instrumental.
A melodia, por sua vez, é a seqüência de notas, que tocadas uma após a outra fazem o solo da música. É a primeira e imediata expressão de capacidades musicais, pois se desenvolve a partir da língua, da acentuação das palavras, e forma uma sucessão de notas característica que, por vezes, resulta num padrão rítmico e harmônico reconhecível.
Na base da música, dois elementos são fundamentais: O som e o tempo. Tudo na música é função destes dois elementos.
Parâmetros do som
A Música é feita de sons, tradicionalmente descritos segundo quatro parâmetros: altura, timbre, intensidade e duração (ritmo). Eles se combinam para criar outros aspéctos como: estrutura, textura e estilo, bem como a localização espacial (ou o movimento de sons no espaço), o gesto e a dança.
Altura: freqüência definida de um som (agudo x grave). É o que diferencia um som de um ruído. Não confundir com volume (intensidade).
Timbre: qualidade dos sons. Diferencia a mesma altura tocada em dois instrumentos diferentes. É o que diferencia o som de cada instrumento (a origem do som).
Intensidade: a força relativa de um som em relação a outros (forte x fraco).
Ritmo: É a pulsação, a base da construção musical, o que torna a música dançante ou reflexiva, pesarosa. O Ritmo define a velocidade da música, se ela é lenta ou acelerada. O ritmo é de tal maneira mais importante que é o único elemento que pode existir independente dos outros dois: a harmonia e a melodia. Sem ritmo não há música. Acredita-se inclusive que os movimentos rítmicos do corpo humano tenham originado a musica.
A Música tem a capacidade de afetar nossas emoções, intelecto e nossa psicologia. As letras podem aliviar nossa solidão ou estimular nossas paixões. Desse modo, a Música é uma poderosa forma de arte cujo apelo estético está altamente relacionado com a cultura a qual é executada. A estética musical é a qualidade e o estudo da beleza e do prazer da Música.
Papel da Música na educação
Ao longo da civilização ocidental, as famílias mais abastadas tinham freqüentemente a preocupação de que seus filhos fossem instruídos na música erudita desde cedo. Uma aprendizagem precoce da interpretação musical abre caminho a estudos mais sérios em idades mais avançadas. É muito mais difícil aprender a tocar profissionalmente um instrumento como o violino, por exemplo, se não for desde criança. Mesmo hoje em dia, muitos pais também querem que seus filhos aprendam música por razões de status social ou para incutir auto-disciplina e auto-confiança. Atualmente já existem estudos científicos que comprovam uma melhoria no rendimento acadêmico das crianças que aprendem música. Outros consideram que conhecer as grandes as grandes obras da musica erudita é uma obrigação cultural, fazendo parte da chamada “cultura geral” geralmente muito valorizada em termos sociais.
Diversos compositores eruditos apresentaram idéias para a educação musical. O alemão Carl Orff propôs um método para que as crianças pudessem aprender música utilizando formas simples de atividades diárias para jovens como cantar em grupo, praticar rimas e tocar instrumentos de percussão. É baseado amplamente na improvisação e em construções tonais originais para que as crianças ganhem confiança e interesse no processo de pensar criativamente. Atualmente muitos profissionais se dedicam Educação Musical, que apresenta uma característica de “Sensibilização”, envolvendo as crianças num intenso processo de escuta musical, criatividade e integração social.
Música - um fenômeno social
As práticas musicais não podem ser dissociadas do contexto cultural. Cada cultura possui seus próprios tipos de música totalmente diferentes em seus estilos, abordagens e concepções do que é a música e do papel que ela deve exercer na sociedade. Entre as diferenças estão: a maior propensão ao humano ou ao sagrado; a música funcional em oposição à música como arte; a concepção teatral do Concerto contra a participação festiva da música folclórica e muitas outras.
Falar da música de um ou outro grupo social, de uma região do globo ou de uma época, faz referência a um tipo específico de música que pode agrupar elementos totalmente diferentes (música tradicional, erudita, popular ou experimental). Esta diversidade estabelece um compromisso entre o músico (compositor ou intérprete) e o público que deve adaptar sua escuta a uma cultura que ele descobre ao mesmo tempo que percebe a obra musical.
Desde o início do século XX, alguns musicólogos estabeleceram uma "antropologia musical", que tende a provar que, mesmo se alguém tem um certo prazer ao ouvir uma determinada obra, não pode vivê-la da mesma forma que os membros das etnias aos quais elas se destinam. Nos círculos acadêmicos, o termo original para estudos da música genérica foi "musicologia comparativa", que foi renomeada em meados do século XX para "etnomusicologia", que apresentou-se, ainda assim, como uma definição insatisfatória.
Sabemos que várias definições podem ser utilizadas para a Música mas é importante que possamos chegar a um conceito abrangente e complementar que facilite a nossa compreensão. Talvez dessa forma possamos alcançar tanto o lado artístico-afetivo quanto o científico dessa atividade tão maravilhosa. Portanto a Música pode ser considerada como:
• a capacidade de saber expressar sentimentos através de sons artisticamente combinados.
&
• como ciência que pertence aos domínios da acústica, modificando-se esteticamente de cultura para cultura.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Cronograma das provas
Quinta feira - 14/4 Biologia, Sociologia e Artes
Sexta feira - 15/4 Geografia, Química e Direitos Humanos
Segunda feira - 18/4 Matemática, Ed. Física e Filosofia
Terça feira - 19/4 Física e História*
Quarta feira 20/4 Estrangeira e Português
ESTUUUUUUUUUUUUUUDEM!!
Como não tivemos nenhuma aula de história nessa unidade, não teremos provas.
Sexta feira - 15/4 Geografia, Química e Direitos Humanos
Segunda feira - 18/4 Matemática, Ed. Física e Filosofia
Terça feira - 19/4 Física e História*
Quarta feira 20/4 Estrangeira e Português
ESTUUUUUUUUUUUUUUDEM!!
Como não tivemos nenhuma aula de história nessa unidade, não teremos provas.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Texto 4 - Artes
DIVERSAS MANIFESTAÇÕES NAS ARTES VISUAIS
DESENHO: pode ser definido como a arte de representar objetos por meio de linhas e sombras. Na história da humanidade, antes mesmo de representar a realidade pela escrita, os homens desenhavam. As primeiras expressões artísticas são desenhos: os desenhos das cavernas.
Podemos dizer que o desenho vem antes de todas as coisas que o homem produz: roupas, sapatos, casas, edifícios, pontes, automóveis, aviões, móveis, computadores, utensílios, ferramentas, louças, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos... O desenho é a matriz de outras formas de expressão visual que têm como base um esboço: a pintura, a gravura, a escultura, e às vezes até mesmo o cinema, pois muitos diretores famosos gostam de desenhar personagens ou cenas que imaginam antes de filmá-las (Fellini, Kurosawa, etc).
O desenho em preto e branco é feito com lápis, carvão ou lápis-de-cera sobre papel. Nem sempre o desenho é figurativo, ou seja, imita a natureza, a realidade. Ele pode ser uma abstração, mas é sempre importante que o desenhista domine a técnica figurativa como base para sua criatividade artística.
Há diversas técnicas e diferentes tipos de desenho, dependendo do material que é usado, do tema e do objetivo que o desenhista tem em mente.
BICO-DE PENA: a técnica de desenho o bico-de-pena é muito antiga. Na Idade Média, os monges começaram a difundir esse tipo de desenho, que era feito com um instrumento de bambu ou de pena de ganso. No Renascimento, essa técnica foi muito apreciada. Alguns artistas associaram o bico-de-pena com a aquarela alcançando efeitos maravilhosos. A tinta tradicional é o nanquim preto, embora se possam usar também os coloridos. Hoje há diversos tipos de caneta. A mais comum é a de metal para mergulhar na tinta. As mais profissionais trazem a tinta num reservatório em seu interior, que pode ser reabastecido, e a liberação é feita através de um tubo muito fino que vai até a ponta. Este desenho baseia-se no uso criativo e primoroso do ponto e da linha. Em suas infinitas variações, cruzamentos e combinações, o ponto e a linha criam formas, relevos, texturas, tonalidades, luz e sombra.
HISTÓRIA EM QUADRINHOS: O desenho é a base da história em quadrinhos. Nessa forma de expressão, o artista trabalha com narrativa, seqüência, continuidade e movimento. A história em quadrinhos é uma manifestação moderna, pois surgiu a partir da Revolução Industrial e do progresso técnico que permitiu a impressão e a distribuição de revistas em larga escala.
Essas histórias surgiram primeiramente nos jornais, em tiras, para atrair mais leitores adultos, e caíram no gosto das crianças. Por volta de 1930 surgiram as revistas exclusivamente de histórias em quadrinhos, e os heróis americanos se tornaram conhecidos em todo o mundo. Hoje, são os japoneses que fazem sucesso.
Existem infinitos tipos de quadrinhos, alguns de grande criatividade e beleza, mas a maioria de baixo padrão artístico. O artista gráfico usa uma variedade imensa de recursos e artifícios no seu trabalho: enquadramento, perspectiva, efeitos de luz e sombra, movimento, expressões faciais e corporais para seduzir o leitor e evitar a monotonia. As histórias em quadrinhos obedecem a uma série de princípios, que são:
1. Os personagens são de fácil reconhecimento no decorrer da história. Nunca envelhecem nem mudam de roupa ou de cabelo. Os heróis são bons e bonitos, e os seus adversários são malvados e feios.
2. Os diálogos vêm dentro de balões que apontam para a pessoa que fala.
3. O pensamento tem um balão com uma fila de bolinhas na direção do personagem.
4. Os ruídos, expressos por meio de onomatopéias, vêm dentro de um balão cheio de pontas.
5. Os gritos são expressos por maiúsculas grandes e sussurros são expressos por meio de letras pequenas e com o balão feito de linhas pontilhadas.
6. Imagens traduzem conceitos: serrote = ronco; lagartos, caveiras e bombas = palavrões...
No enquadramento dos elementos o desenhista utiliza o recurso do cinema com a técnica de planos de perspectiva.
à Os planos:
a) Plano de exagero: utiliza só a parte do rosto ou detalhe de um objeto.
b) Plano médio: da cabeça aos ombros.
c) Plano geral: toda a figura.
d) Plano 3/4 ou americano: até os joelhos.
à Perspectivas:
a) Para conseguir uma visão de longa distância.
b) De tomada de cima.
c) De tomada de baixo.
à Expressões: riso, pranto, raiva, desprezo, assombro, dúvida, meditação.
à Balões: Normalmente, o balão apresenta formas distintas e é colocado à direita do personagem. Nele escrevem-se os textos que correspondem aos diálogos, sons inarticulados, pensamentos, metáforas visuais e ruídos visuais, de acordo com o que expressa o personagem.
à Metáforas: são imagens que sugerem conceitos e idéias.
à Metáforas visualizadas: expressam o estado físico e psíquico dos personagens. Normalmente são acompanhados de recursos gráficos. Os recursos gráficos dão vida e movimento aos desenhos.
à Onomatopéia: Significa imitar um som com um fonema ou palavra. Ruídos, gritos, canto de animais, sons da natureza, barulho de máquinas, o timbre da voz humana fazem parte do universo das onomatopéias. As onomatopéias, em geral, são de entendimento universal.
PINTURA: A pintura é o ramo da arte visual que, com o uso de tinta para criar linhas e cores, representa sobre uma superfície as concepções do artista. Na pré-história a tinta era conseguida a partir da madeira, ossos queimados, cal, terra, minérios em pó, misturados à água ou a gordura dos animais. Durante muitos séculos os templos, os palácios e as casas eram decoradas com pinturas feitas com pigmentos misturados à argamassa fresca e úmida com que se fazia o acabamento das paredes: os afrescos.
Do século V até o século XVI, na Europa, o pigmento retirado dos elementos da natureza era misturado com gema de ovo e água para obter a tinta conhecida como têmpera. Mas, além de secar muito rapidamente, a têmpera, ao endurecer, rachava-se.
No início do século XV, os pintores começaram a misturar os pigmentos no óleo de linhaça. Essa invenção é atribuída ao pintor Jan Van Eyk (1390 – 1441). Já que o óleo demorava mais a secar, foi possível detalhar melhor o trabalho e alcançar mais luminosidade.
Por volta de 1840, as tintas passaram a ser vendidas em tubos, facilitando a vida dos artistas, que já não precisavam mais fabricar suas próprias tintas. Essa técnica permitiu novos efeitos e formas de acabamento. Além do pincel, os pintores passaram, pouco a pouco, a usar espátulas e os trabalhos começaram a apresentar uma textura diferente: com relevo e excesso de tinta.
O desenvolvimento da indústria permitiu o uso de resinas acrílicas (plásticas) na fabricação de tintas que são diluídas em água, não tem cheiro forte, secam mais rapidamente que a tinta a óleo e permitem uma variedade muito grande de efeitos. Hoje há uma infinidade de recursos à disposição dos artistas e uma liberdade ilimitada para trabalhar com os materiais. A possibilidade de misturar várias técnicas abre continuamente novas frentes de trabalho.
GRAVURA: Algumas técnicas permitem que a obra de arte tenha várias cópias. A partir de uma matriz, pode-se reproduzi-la várias vezes. Uma dessas técnicas é a gravura.
Um pouco antes da invenção da imprensa de letras móveis e combináveis, por Gutenberg, surgiu a gravura na madeira, ou xilogravura. Pequenos folhetos com imagens de santos e orações eram produzidos nessa técnica no fim da Idade Média, para serem distribuídos entre os devotos.
Os artesãos primeiramente trabalhavam com a madeira, na qual tudo que é para ficar em branco na figura é cavado e o que é para aparecer na impressão fica em relevo, mas invertido como um carimbo.
Depois evoluíram para a gravura em folha de cobre e também para a técnica de gravar com ácido sobre o metal (cobre, zinco ou aço), que é usada até hoje por muitos artistas.
Por volta do século XVIII, surgiu a litografia, que é uma técnica em que a matriz é feita na maioria das vezes de pedra calcária mas pode ser feita sobre zinco, alumínio ou outro metal . O desenho é feito diretamente na pedra bem lisa, com pena e tinta ou lápis cera, que penetra nos poros da pedra. Terminado o desenho, espalha-se sobre a pedra uma mistura de água, goma arábica e ácido nítrico. Passa-se água e depois tinta sobre a pedra. A área desenhada retém a tinta e a pedra molhada a repele. O papel é colocado em contato com a pedra e recebe a impressão exata do desenho. Nessa técnica não há incisões ou sulcos e ela permite o uso de muitas cores.
A serigrafia é outra técnica que trabalha com matriz. Era conhecida pelos chineses, mas somente chega ao ocidente no século XIX. A serigrafia imprime em qualquer superfície: papel, madeira, porcelana, tecido, metal. Usa uma matriz de tecido fino (seda, tecido sintético, tela), que é esticada e montada numa moldura. Com tinta ou lápis cera desenha-se diretamente no tecido, que fica impermeável. Espalha-se na tela um líquido que impermeabiliza todos os espaços em torno do desenho. Passa-se uma substância especial que retira apenas o desenho, deixando em seu lugar o tecido limpo. Prende-se a tela sobre o que receberá a impressão e, com um rodo, espalha-se a tinta sobre a tela. A tinta passa pelas tramas do tecido, nos espaços em que foi feito o desenho, imprimindo a figura.
ESCULTURA E MODELAGEM: Nas artes visuais a forma em três dimensões tem um espaço muito importante. A Escultura e a Modelagem são as duas técnicas para realizá-las. Ambas consideram a largura, altura e profundidade, ou seja, as três dimensões do objeto.
As primeiras formas, assim, talvez tenham sido feitas na pré-história, por modelagem na terra úmida. Os artesãos passaram depois a usar materiais mais duráveis, como o barro cozido (terracota). Com o progresso na criação de ferramentas, chegaram a esculpir a madeira, a pedra, o marfim e, finalmente, os metais. Muitas vezes a produção de imagens em três dimensões estava associada a crenças, ritos religiosos ou costumes, mas transformou-se numa arte independente dessas práticas.
A Modelagem trabalha com material flexível: barro, argila, cera, massa, pastas plásticas industrializadas. Alguns desses materiais são colocados em alta temperatura (900°c) para endurecerem, outros secam apenas em contato com o ar.
Há filmes animados a partir de bonecos de massa plástica que têm feito muito sucesso.
A Escultura é a arte que trabalha com materiais duros, cortando-os com instrumentos adequados para obter uma forma desejada. Ela representa a forma em qualquer um desses materiais: madeira, pedra, marfim, mármore, metais. Há esculturas em vários tamanhos e algumas são colocadas ao ar livre para apreciação do público.
FOTOGRAFIA: As grandes descobertas científicas trouxeram novas possibilidades para a criação artística e abriram novos horizontes expressivos. No início do século XIX, conhecimentos sobre ótica e química permitiram o nascimento da fotografia.
O químico francês Nicéfhore Niépce conseguiu a primeira imagem colocando uma placa de estanho tratada por emulsão especial de betume-da-judéia em exposição ao sol por oito horas. Ele fixou uma vista do pátio de sua casa.
Louis Daguerre, colaborador de Niépce, aperfeiçoou esta técnica, diminuindo o tempo de exposição. Suas imagens ficaram conhecidas como daguerreóticos. Neste período foram feitas, ainda com muita dificuldade, várias imagens de pessoas importantes, cenas de guerra, monumentos, paisagens.
A fotografia chegou no Brasil em1840, através do abade LOUIS COMPTE, capelão de um navio-escola francês que aportou de passagem pelo Rio de Janeiro. Ele trouxe a novidade de Paris para a cidade, introduzindo a DAGUERREOTIPIA no país. Apresentou o daguerreótipo ao imperador D. Pedro II (na época com 14 anos de idade), que entusiamado, adquiriu um desses aparelhos, possivelmente a primeira máquina desta arte em mãos brasileiras.Tornou-se assim, o primeiro fotógrafo brasileiro com menos de 15 anos de idade! Mais tarde, já um grande colecionador e um verdadeiro incentivador dessa arte, atribuiu títulos e honrarias aos principais fotógrafos atuantes no país. Promoveu a arte fotográfica brasileira e difundiu a nova técnica por todo o país.
No fim do século XIX, após constantes progressos, a fotografia com filme em rolo e máquina portátil já estava sendo usada. A pintura como vinha sendo desenvolvida sofreu um abalo: se há uma forma de reproduzir imagens tão fielmente, para que serviria a pintura?
Nessa época certos pintores menosprezaram a fotografia e passaram a vê-la apenas como meio de substituir o modelo vivo nos primeiros passos da pintura de retratos. Alguns passaram a desejar a perfeição da fotografia para seus trabalhos. Outros pensaram até que a pintura desapareceria, mas o que aconteceu foi a sua transformação.
Os fotógrafos, por sua vez, compreenderam que poderiam usar a técnica não apenas como um documento da realidade, mas como uma forma de expressão artística que poderia provocar emoções e transmitir idéias e pensamentos, além das próprias imagens. Procuraram então criar novos efeitos, usar lentes mais sofisticadas, compor enquadramentos especiais. Em certo sentido, imitavam os pintores. Alguns artistas trabalham com imagens reais, sem pose planejada, e outros trabalham a partir de poses ou composições de objetos de forma planejada.
Linguagens audiovisuais
CINEMA: O cinema faz parte da vida de todos nós. Sua invenção foi possível a partir dos progressos na técnica da fotografia associados a idéias antigas, como a dos primeiros teatros de sombras (sombras que os orientais projetavam em uma parede para contar uma história), das marionetes e da lanterna mágica (figuras ampliadas e projetadas a partir de vidros ilustrados diante da iluminação de uma vela – século XVII).
Todos eles utilizam a capacidade do olho humano de guardar por um décimo de segundo uma imagem. Quando as diversas fases sucessivas de um movimento são decompostas em imagens independentes (fotogramas) e projetadas numa velocidade de vinte e quatro imagens por segundo, criam no espectador a ilusão do movimento contínuo.
Em sua origem o cinema era mudo e em preto-e-branco. Os primeiros filmes são de curta duração (um ou dois minutos) e mostram cenas do cotidiano captadas ao ar livre por uma câmera fixa. A primeira exibição pública de um filme, “A chegada de um trem à Estação de Ciotat”, é realizada em dezembro de 1895, em Paris, pelos irmãos Auguste e Louis Lumière. Os dois franceses haviam criado o cinematógrafo, aparelho capaz de exibir imagens em movimento, e são considerados os inventores do cinema.
É nos Estados Unidos que se concentra a produção e são montados os primeiros estúdios de filmagem, em Hollywood. Além dos documentários, o gênero de filme mais comum é a comédia, baseada na mímica, alma do cinema mudo. Durante a exibição dos filmes mudos era comum a música de fundo ser tocada por um pianista ao vivo. A estrela dessas produções, que chegamos a conhecer, é Charles Chaplin (1889-1977), o Carlitos.
Em 1927 surge o primeiro filme falado: “O Cantor de Jazz”, um filme de Alan Crosland. A cor somente começou a chegar ao cinema em 1932. O cinema evoluiu rapidamente e hoje temos superproduções que utilizam efeitos especiais incríveis, conseguidos a partir do computador.
No Brasil, a primeira sessão pública de cinema é realizada no Rio de Janeiro em 1896. De lá para cá o nosso cinema evoluiu muito.
O cinema utiliza muitos recursos provenientes das artes visuais, mas há processos que são exclusivos da produção de filmes. Enquadramento, composição, cor, luz e sombra são elementos que compõem o alfabeto cinematográfico, mas é importante compreender também outros conceitos:
Primeiro Plano: imagem bem próxima, como a de um rosto, por exemplo.
Plano Médio: uma pessoa quase de corpo inteiro.
Plano Geral: uma rua, uma paisagem, uma cidade.
Montagem: reunião por meio do corte e emendas das diversas partes filmadas, criando a continuidade e o ritmo da narrativa.
FILME DE ANIMAÇÃO: Você já deve conhecer uma brincadeira que se faz com desenhos colocados no cantinho do caderno escolar. As figuras apresentam pequenas modificações nos gestos e são colocadas cada uma em uma página. Quando seguramos firmemente o caderno e passamos as páginas, soltando-os rapidamente, temos a ilusão do movimento. Este é o princípio que deu origem ao filme de animação ou desenho animado, como é chamado.
Com a invenção do cinema, como vimos, foi possível decompor o movimento de uma figura em uma série de imagens sucessivas – os fotogramas. Quando estes fotogramas são projetados numa tela a uma velocidade de 24 imagens por segundo (como já vimos anteriormente) dão ao expectador a impressão do movimento. Isso porque nossos olhos retêm a imagem. Além dos filmes propriamente ditos, essa técnica permitiu a animação de desenhos, de figuras feitas em massa, de objetos e de bonecos.
No desenho animado, como vimos na experiência acima, trabalha-se com uma série de desenhos, cada um dos quais representa uma posição sucessiva, com pequenos detalhes de diferença, do movimento de uma figura ou objeto. Esses quadros são fotografados por uma máquina cinematográfica especial e revelados numa fita contínua. Na projeção, esse filme produz uma imagem na qual as figuras e objetos desenhados parecem mover-se como se fossem dotados de vida e mobilidade. Para cada 10 minutos de filme são necessários 14.000 fotogramas, ou seja, 4.000 desenhos diferentes.
O uso do computador facilitou muito o trabalho que era inicialmente todo manual. Hoje há programas especiais para a elaboração de animação por computador, o que permitiu uma grande expansão na produção.
O primeiro desenho animado de longa metragem foi “Branca de Neve e os Sete Anões”, feito em 1937, por Walt Disney.
TELEVISÃO: A televisão também herdou algumas características do cinema, mas sua possibilidade de transmitir “ao vivo”, simultaneamente ao acontecimento, no tempo presente e real, e sua praticidade de estar dentro dos lares, tornaram esse o meio mais poderoso de transmissão de informações, idéias e ideais.
A capacidade que a televisão tem de aglutinar e incorporar rapidamente inúmeros outros recursos de produção de informação, cultura e imagens, como teatro, música, dança, literatura, jornalismo, propaganda, esportes, cinema, vídeo, computação e fotografia, amplia suas possibilidades de comunicação. Por isso a televisão ultrapassa todos os limites do simples entretenimento e se transforma num fator fundamental ao panorama econômico, cultural e social da modernidade.
A história da televisão deve-se a grandes matemáticos e físicos, pertencentes às ciências exatas, que entregaram para as ciências humanas um grande e poderoso veículo. Desde o início do século XIX, os cientistas estavam preocupados com a transmissão de imagens à distância, e foi com o invento de Alexander Bain, em 1842, que se obteve a transmissão telegráfica de uma imagem (fac-símile), atualmente conhecida como fax.
Em 1817, o químico sueco Jakob Berzelius descobriu o Selênio, mas só 56 anos depois, em 1873, que o inglês Willoughby Smith comprovou que o Selênio possuía a propriedade de transformar energia luminosa em energia elétrica. Através desta descoberta foi possível a transmissão de imagens por meio de corrente elétrica.
Em março de 1935, emite-se oficialmente a televisão na Alemanha, e em novembro na França, sendo a Torre Eiffel o posto transmissor.
Em setembro de 1950, inaugura-se a TV Tupi de São Paulo, pertencente ao jornalista Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, com sistema baseado no americano.
Nesses anos de desenvolvimento, a televisão brasileira passou a ser uma das melhores do mundo e transformou-se numa grande indústria cultural que exporta seus programas e suas telenovelas para inúmeros países.
A possibilidade de canais estrangeiros serem captados hoje em qualquer televisor doméstico intensifica a idéia de que o mundo transformou-se numa grande “aldeia”.
Entretanto nós, telespectadores, devemos ser muito esclarecidos e críticos para não nos deixarmos manipular e influenciar cegamente pelas idéias, modismos, valores e necessidade de consumo, veiculados pela televisão de forma tão sedutora.
IMAGENS FEITAS COM O COMPUTADOR: Estamos vivendo a era da informática. Tudo está sendo reconsiderado a partir da possibilidade de ser feito no computador. A arte também. Muitos artistas estão explorando as possibilidades de se produzir efeitos estéticos com o que chamamos de computação gráfica. Trata-se de uma ferramenta muito versátil na criação de imagens bidimensionais e tridimensionais, na multiplicação automática de desenhos, no envio e captação de imagens via internet, etc.
Há programas especiais que estão ao alcance de todos, mas exige muito treino, muita paciência, habilidade e tempo, pois fornecem milhares de figuras e infinitas possibilidades de transformação dessas figuras. A televisão e o cinema têm explorado bastante esses caminhos.
É bom lembrar que o computador, embora à primeira vista possa parecer uma máquina maravilhosa e capaz de criar imagens fantásticas, apenas realiza aquilo para o qual foi programado. Ele não substitui a sensibilidade, o conhecimento, a imaginação e a inventividade dos seres humanos. Nem invalida as outras técnicas artísticas que sobrevivem à passagem de milênios, sempre renovadas pela nossa criatividade. Por isso não precisamos vê-lo como um concorrente, mas como numa técnica a mais à disposição do nosso conhecimento e da nossa expressão.
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